segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Seminário de Arte homenageará o poeta Lindolf Bell


“O lugar do poema deve ser onde possa inquietar”

No dia 25 de setembro, importantes nomes da arte e da literatura catarinense estarão em Chapecó para o 2º Seminário de Arte – O ser humano e o destino poético. Em 1998, o poeta Lindolf Bell participou do Seminário de Arte organizado pela Galeria Casa+Arte. “Quando a galeria completou 11 anos, Bel participou do 1º Seminário que promovemos. Na ocasião ele comentou a importância de disseminar a poesia e a arte em eventos deste gênero”, comenta a marchand Mirian Soprana, uma das idealizadoras do evento. Na época, o encontro marcou a última palestra e Catequese Poética proferida por Bell. Dois meses após, ele partiu.

Doze anos depois, Mirian e o escritor, ator e produtor de teatro, Jovani Santos, organizam um novo encontro. Além de ser uma forma de homenagear o grande poeta catarinense que dizia ter “um caso de amor com Chapecó”, o evento será um resgate histórico e um movimento em estímulo à reflexão. Haverá o lançamento de um livro que registra a contribuição de Bell à cultura de Chapecó, intitulado “A Última Catequese”, organizado por Jovani Santos.

Entre os convidados para as palestras estão Rafaela Bell, filha de Lindolf Bell, o poeta Rubens Jardim e o artista plástico Silvio Pléticos. Também virá à Chapecó uma parte do museu Casa do Poeta Lindolf Bel, instalado na antiga morada de seus pais, em Timbó. “Este será um recurso muito importante para estudantes e admiradores do autor”, ressalta Mirian. Diversas atividades serão realizadas no Calçadão da Benjamin Constant, em frente a Galeria, já as palestras acontecem no restaurante Spettus.


Lindolf Bell


Filho de Theodoro e Amália Bell, nasceu na cidade de Timbó, em 1938. Foi dos pais que herdou a clareza dos poemas, os quais mesmo sendo produzidos na urbanidade, conservaram elementos da vida agrária. Os pais de Bell eram lavradores, porém, com um grande sentimento e conhecimento de mundo, o que definitivamente ficou enraizado em sua vida e obras. Ao ser líder do Movimento Catequese Poética, que permitiu a milhares de pessoas o acesso à poesia e à arte, Lindolf Bell foi reconhecido nacionalmente e internacionalmente. Abrigava o mundo no coração, amava os girassóis, via tudo como missão, encarava a palavra como uma dádiva e fazia dela um instrumento de comunhão e solidariedade. Atualmente é tido como o maior, o mais constante e importante nome da poesia catarinense, com 17 obras publicadas.
Bell amava a terra e tudo o que dela advinha. Mergulhando no drama da humanidade; a sua poesia mantinha-se vibrante. Tratava sempre da vida, da terra, da infância, do destino, da solidão, do efêmero, do transcendente, do sonho e da esperança. Ao partir, em 1998, deixou belas palavras aos seus leitores: Quanto mais sozinhos menos inteiros. Só nos bastamos na proximidade, em bando. E o bando sem ele é muito pouco.

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