quinta-feira, 31 de março de 2011

E a arte falou por si mesma







Apesar de abalada com o acidente sofrido pela amiga Miriam Postal, próximo a Ronda Alta (RS), quando percorria o trajeto Passo Fundo - Chapecó, a marchand Mirian Soprana conseguiu transformar aquela terça-feira



“Miroca, toca o evento. Faça acontecer”, foi a ordem da artista Miriam Postal, que estaria em Chapecó nessa terça-feira (29) para um bate-papo na Casa + Arte Galeria. E foi o que a marchand Mirian Soprana, a Miroca, fez. Apesar de abalada com o acidente sofrido pela amiga Miriam Postal, próximo a Ronda Alta (RS), quando percorria o trajeto Passo Fundo - Chapecó, a marchand conseguiu transformar aquela terça-feira.


Fez acontecer um bate-papo sobre a obra da artista plástica de Passo Fundo, que retrata a arte do cotidiano brasileiro, com formas simples e arredondadas. João e Maria, protagonistas de seu processo criativo, iniciado há 30 anos, guardam em si as cores típicas do Brasil, em cenas que mostram momentos de romance, de paquera e de todo o universo da emoção. Plástica que lida diretamente com o lado afetivo, a estrutura redundante, a áurea farta, cheia, é símbolo de proteção, para a marchand Mirian Soprana, que, em 24 anos de galeria, tem espaço garantido para a artista de Passo Fundo há 22 anos.


As obras, que estavam no carro de Miriam Postal, foram mandadas por um taxi, pelo esposo da artista. Ela passa bem, embora tenha fraturado a clavícula no acidente. Entre o bate-papo, um vídeo com um pouco da história de Miriam Postal foi mostrado ao público, composto basicamente por artistas, admiradores da arte e jornalistas. Além de quadros, Miriam Postal é conhecida por seus utilitários que repetem as cenas urbanas dos gordinhos que aconteceram, que o mundo fez acontecer, como explica a marchand.


Volume etéreo, linguagem universal da proteção, João e Maria são vendidos por Miriam Postal em qualquer destino, como Portugal e Suécia. De galeria em galeria, ela vende seu trabalho humanista, recheado de amor e paixão. Com o tempo, a padronagem das obras sofreu metamorfose. Os tons escuros se transformaram em tons claros, mas as formas generosas, por vezes sensuais, permanecem, assim como as cores vibrantes. Mas, entre os novos pulos de Miriam, estão as obras em preto e branco, com as quais começou a trabalhar recentemente.


Todas as obras mostram cenas que surgem da observação da artista, alguém que procura dar valor à humildade, presente nos tecidos populares, como a chita, ilustrada através das tintas, e nos chinelos de dedo, cansavelmente usados pelos personagens João e Maria. Naquela noite de terça, a artista ganhou presença pela voz de Miroca e, é claro, pela voz do público, mostrando que, muitas vezes, a arte fala por quem a admira e, principalmente, fala por si só.



Fonte/Fotos: Nova Multicomunicação

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