quinta-feira, 26 de abril de 2012

Galeria Casa+Arte promove noite de literatura, arte e fotografia
No dia 11 de maio, às 20h, a galeria Casa+Arte recebe artistas e público para o encontro de diversas formas de arte. O escritor catarinense Olsen Jr. lançará o livro Memórias de um Fingidor na mesma noite em que haverá exposição de obras de artistas locais e nacionais. 
A marchand Mirian Soprana, organizadora do evento, ressalta que o objetivo do encontro é mesclar as diversas formas de arte e apresentar os trabalhos de alto nível que são feitos em Chapecó: “O escritor volta à sua terra natal para lançar sua recente obra e para recebê-lo reunimos obras de talentos locais e de outros cantos do País”. São eles: Rachel Kleinubing, Silvana Annes, Tania Stempkowski, Leonice Araldi, Ingrit Antunes, Marci Machado, René Nascimento e Walmir Binhotti. A galeria fica na Rua Benjamin Constant, no calçadão. A entrada é gratuita.  


Memórias de um Fingidor
    Paul McCartney disse que os Beatles faziam um disco como se fosse um livro. Por isso davam um nome para “ele” e ficavam imaginando como seria visto em uma vitrine disputando espaço com seus congêneres.  O escritor Olsen Jr. afirma que “pensa o livro como se fosse um filme”. No caso dessa obra “Memórias de um Fingidor”, por exemplo, todos os capítulos começam com manchetes de notícias publicadas em jornais no dia 04 de fevereiro de 2003. A data refere-se ao incidente que suscitou o que é lembrado na obra e compõe a história.
   No final de cada capítulo há a indicação de um ano que alude a algum fato mencionado naquele período. A cronologia avança gradativamente em sintonia com a narrativa (1958 – 2003) até coincidir com a data em que o narrador se encontra, justificando então, que tudo o que foi resgatado da memória naquele único dia, demorou 45 anos para ser concluído. Esse é o thriller. Tecnicamente, garante o escritor, “nenhuma obra de escritor que conheço foi escrita com auxílio deste artifício”.


O autor
Olsen Jr., Oldemar, nasceu em Chapecó no dia 06 de junho de 1955. É formado em direito pela FURB, de Blumenau, e mestre, na mesma área, pela UFSC. Além disso, é jornalista e escritor. Na década de 1970 participou de vários movimentos culturais compondo o que ficou conhecido como a "resistência" ao regime estratocrático que se impôs no País e teve duração de 21 anos. 
                O autor organizou o jornal alternativo (com oito anos de circulação consecutiva e ininterrupta) "Acadêmico", premiado pela Parker Pen do Brasil como um dos melhores informativos - nível universitário - do País (São Paulo, 1976) e pela União Brasileira de Escritores, seccional do Rio de Janeiro, pelo Mérito Cultural (1981). Entrevistou personalidades polêmicas como Plínio Marcos, Darcy Ribeiro, Mário Lago, João Antônio, Dom Evaristo Arns, Leandro e Rodolfo Konder, Pedro Lyra, Ivan Cavalcanti Proença, entre outros. Organizou Festivais Universitários da Canção e Salões de Artes Plásticas, Cooperativa de Livros, Festivais de cinema Super 8, Concursos Literários (poesia e contos) e foi fundador das editoras Acadêmica e  FURB, em Blumenau, e das Paralelo 27 e Obras Jurídicas, em Florianópolis.
Filosoficamente Olsen se define como um existencialista do tipo Sartriano, para quem o homem é uma paixão inútil, mas ainda assim, uma paixão. Na política considera-se um brasileiro perplexo, embora consiga manter em alta suas convicções de um dia viver em um mundo mais fraterno.
Para isso o seu empenho dentro da área que escolheu: a literatura no sentido de revitalizar a participação crítica do homem na realidade, assegurando a liberdade de expressão e a iniciativa de tentá-la, interagindo e fazendo valer, dialeticamente, este equilíbrio que se busca. Dele, já afirmou Rodolfo Konder: "Olsen consegue confirmar a verdade do que disse certa vez o Velho Bruxo argentino Jorge Luís Borges: "ser escritor não é uma profissão, é um destino".
                Olsen Jr. já publicou outros livros: “Os Esquecidos do Brasil” (contos), “Desterro, SC” (contos), “Estranhos no Paraíso” (romance), “O Burguês Engajado” (novela), “Confissões de um Cínico” (crônicas), “A Cidade dos Homens Indiferentes” (contos). Seu livro "Desterro, SC" foi considerado pela Câmara Brasileira do Livro, como um dos 10 melhores livros contos publicados no Brasil em 1999 e esteve na finalíssima do Prêmio Jabuti de 2000.




SOBRE A OBRA “MEMÓRIAS DE UM FINGIDOR”


“... O leitor adolescente, onívoro, o atirador de chumbo fino, o guardador de memórias. Cada capítulo abre com uma notícia insossa do século 21 (a idade estéril da razão) e descamba para a glória e a maravilha dos anos 50 e 60 (quando o mundo foi criado). Entre os dois registros do tempo, a narrativa usa o álibi de resgatar o primeiro amor para colocar em dia as dívidas mais fundas. Será fato, será farsa? Ou tudo, felizmente, não passa de literatura? Que “hoje” é esse texto, dividido entre o mergulho no passado e as dores de um funeral (esse era o futuro?).” (Nei Duclós).


...“Memórias de um Fingidor” é como uma estátua enterrada na praia. Tropeçamos nela por acaso, sentimos curiosidade, começamos a afastar a área que  a oculta. Lentamente ela surge a nossos olhos, enorme, espantosa, com seu profundo mistério, sua beleza quase inacessível, seu rosto curtido de dor, tristeza e desilusão. É Santa Catarina. É o Brasil. E somos todos nós.” (Tabajara Ruas).


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